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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016



Oração do estudante

Professor que está zangado,

Equilibrada seja sua paciência...

Seja feita a sua vontade,

Assim nas provas como nas aulas...

Os dez nosso de cada dia,

Nos dê sempre...

Perdoe as nossas faltas,

Assim como nós perdoamos a
sua amolação...

Mas não nos deixe em recuperação,

E nos livre da reprovação!

Amém!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Por que o céu é azul?

Por que o céu é azul?

Quando a luz passa através de um prisma, seu espectro é dividido em sete cores monocromáticas, eis que surge um arco-íris de cores. A atmosfera faz o mesmo papel do prisma, atuando onde os raios solares colidem com as moléculas de ar, água e poeira e são responsáveis pela dispersão do comprimento de onda azul da luz. 
                                            
Quando percebemos a cor de um objeto, é porque ele refletiu ou dispersou, de forma difusa, o comprimento de onda associado à luz de uma determinada cor. Por exemplo, uma folha verde utiliza todas as cores do espectro para fazer a fotossíntese, exceto o verde, que é refletido.
Devido ao seu pequeno tamanho e estrutura, as minúsculas moléculas presentes na atmosfera difundem melhor as ondas com os menores comprimentos de onda, tais como o azul e violeta.
Durante todo o dia a luz azul (menor comprimento de onda) é dispersa cerca de dez vezes mais que luz vermelha (maior comprimento de onda).
A luz azul tem uma frequência que é muito próximo da frequência de ressonância dos átomos, ao contrário da luz vermelha, Por isso, a luz azul movimenta os elétrons nas camadas atômicas da molécula com muito mais facilidade que a vermelha. Isso provoca um ligeiro atraso na luz azul que é re-emitida em todas as direções.
Quando o céu está com cerração, névoa ou poluição, há partículas de tamanho grande que dispersam igualmente todos os comprimentos de ondas, logo o céu tende a ficar mais branco, devido à associação das cores monocromáticas.
No vácuo, existente fora das proximidades do planeta Terra, onde não há atmosfera, os raios do sol não são dispersos, logo eles percorrem uma linha reta do sol até o observador, por isso, os astronautas veem o céu escuro, como se fosse sempre noite.

Por que o pôr do sol e a alvorada são vermelhos?
Quando o sol está no horizonte, a luz leva um caminho muito maior através da atmosfera para chegar aos nossos olhos do que quando está sobre nossas cabeças. A luz azul nesse caminho foi dispersa quase integralmente, a atmosfera atua como um filtro, e muito pouca luz azul chega até nossos olhos, enquanto que a luz vermelha que é apenas transmitida nos alcança mais facilmente. 
                                                  
Além disso, o vermelho e o laranja tornam-se muito mais vívidos no crepúsculo quando há poeira ou fumaça no ar. Isso ocorre porque as partículas de poeira são bem maiores que as outras, presentes na atmosfera, provocando dispersão com a luz de comprimento de onda próximos, no caso o vermelho e laranja.
  
Por que as nuvens são brancas?
Nas nuvens existem gotículas de tamanhos muito maiores que o comprimento de ondas da luz ocorrendo dispersão generalizada em todo o espectro visível e iguais quantidades de azul, verde e vermelho unem-se fazendo com que a luz branca seja dispersa.
                                                                

Como surgem as cores:

Como surgem as cores?


Quando um objeto emite cor branca? Quando um objeto emite cor preta?
Quando um objeto emite cor verde?
Essas perguntas parecem bobas, porém, tente responde-las neste momento mentalmente. Eu sei, ficou difícil de explicar não é? Vou te ajudar!
A luz é uma fonte de energia, podendo se dizer que a luz proveniente do Sol é a maior fonte de energia que temos tanto em forma de energia luminosa, quanto em forma de energia térmica. Mas, e quanto as cores?
O fato de enxergamos um objeto significa que nele encontra-se um feixe de luz, tal que o faça visível aos nossos olhos. Um fato muito importante de ser fixado no nosso conhecimento é que, só enxergamos o objeto porque o mesmo recebe luz proveniente de uma fonte luminosa, diferente da nossa concepção de que o objeto tem luz própria.
                                                          
                                         
Visto que os raios de luz incidentes no objeto são provenientes de uma fonte de luz, a mesma, possui diversas cores que a compõe, ou seja, os raios incidentes possuem todas as cores que possamos imaginar. Acontece que cada objeto reage de uma maneira a esse feixe de luz, de forma a receber a maioria das cores e refletir (não absorve) uma única cor. Essa cor não absorvida é a cor que vemos o objeto!
Isso quer dizer que quando vemos um carro verde, o mesmo absorveu todas as cores e refletiu a tonalidade verde do carro, com isso vemos apenas a cor verde e dizemos que este veículo possui essa coloração.
Mas para a cor preta e branca, temos um pequeno acréscimo a esse conceito. Se você experimentar juntar toas as cores de tinta que possuir, no máximo de tonalidades possíveis e de mesma quantidade para cada, perceberá que a cor se aproxima do branco. Logo a cor branca, nada mais é que a mistura de todas as cores. Podemos dizer então, que quando uma camiseta se apresenta aos nossos olhos na coloração branca, é porque a mesma não está absorvendo cor alguma de um feixe de luz, e sim refletindo todas as cores provenientes desta fonte luminosa.
Oposto ao efeito da cor branca, o preto significa, no estudo de ótica, ausência de cor, ou seja, um objeto de cor preta absorveu todas as cores emergentes de uma fonte luminosa e não está refletindo nenhuma cor. Por isso não vemos nada, apenas uma escuridão sem fim.
Agora sim fica mais fácil entender como os objetos se apresentam aos nossos olhos e responder a perguntas como:
“Porque usar roupas pretas no inverno?”
Fácil não é? Não!? Então eu vou dizer! A cor preta, como disse anteriormente, é a ausência de luz, ou seja, ela absorve todas as cores e não reflete nenhuma. Dessa forma, ela absorve grande quantidade de energia, e uma das mais fáceis formas de dissipar energia é transformando-a em calor. Daí o uso da roupa preta, a mesma fornece mais calor e deixa seu corpo mais quentinho!
Agora pense um pouco: “Qual a cor de roupa, nós devemos usar no verão, para não sentirmos tanto
calor?”.

A verdadeira História da Tabelha Periódica

          A verdadeira História da Tabela Periódica.

Um pré-requisito necessário para construção da tabela periódica, foi a descoberta individual dos elementos químicos. Embora os elementos, tais como ouro (Au), prata (Ag), Estanho (Sn), cobre (Cu), chumbo (Pb) e mercúrio (Hg) fossem conhecidos desde a antiguidade. A primeira descoberta científica de um elemento, ocorreu em 1669, quando o alquimista Henning Brand descobriu o fósforo.
Durante os 200 anos seguintes, um grande volume de conhecimento relativo às propriedes dos elementos e seus compostos, foram adquiridos pelos químicos.
Com o aumento do número de elementos descobertos, os cientistas iniciaram a investigação de modelos para reconhecer as propriedades e desenvolver esquemas de classificação.
A primeira classificação, foi a divisão dos elementos em metais e não-metais. Isso possibilitou a antecipação das propriedades de outros elementos, determinando assim, se seriam ou não metálicos.
História da Tabela Periódica
"Acima, o fósforo (P). Primeiro elemento a ser descoberto.
Ponto de partida para a construção da tabela periódica".

As primeiras tentativas

A lista de elementos químicos, que tinham suas massas atômicas conhecidas, foi preparada por John Dalton no início do século XIX. Muitas das massas atômicas adotadas por Dalton, estavam longe dos valores atuais, devido a ocorrência de erros. Os erros foram corrigidos por outros cientistas, e o desenvolvimento de tabelas dos elementos e suas massas atômicas, centralizaram o estudo sistemático da química.
Os elementos não estavam listados em qualquer arranjo ou modelo periódico, mas simplesmente ordenados em ordem crescente de massa atômica, cada um com suas propriedades e seus compostos.
Os químicos, ao estudar essa lista, concluíram que ela não estava muito clara. Os elementos cloro, bromo e iôdo, que tinham propriedades químicas semelhantes, tinham suas massas atômicas muito separadas.
Em 1829, Johann W. Boebereiner teve a primeira idéia, com sucesso parcial, de agrupar os elementos em três - ou tríades. Essas tríades também estavam separadas pelas massas atômicas, mas com propriedades químicas muito semelhantes.
A massa atômica do elemento central da tríade, era supostamente a média das massas atômicas do primeiro e terceiro membros. Lamentavelmente, muitos dos metais não podiam ser agrupados em tríades. Os elementos cloro, bromo e iodo eram uma tríade, lítio, sódio e potássio formavam outra.
História da Tabela Periódica
Cloro, bromo e iôdo - A tríade da primeira tentativa.
Um começo sem muito sucesso. Um começo sem muito sucesso.

A segunda tentativa

Um segundo modelo, foi sugerido em 1864 pôr John A.R. Newlands (professor de química no City College em Londres). Sugerindo que os elementos, poderiam ser arranjados num modelo periódico de oitavas, ou grupos de oito, na ordem crescente de suas massas atômicas.
Este modelo, colocou o elemento lítio, sódio e potássio juntos. Esquecendo o grupo dos elementos cloro, bromo e iodo, e os metais comuns como o ferro e o cobre. A idéia de Newlands, foi ridicularizada pela analogia com os sete intervalos da escala musical. A Chemical Society recusou a publicação do seu trabalho periódico (Journal of the Chemical Society).
Nenhuma regra numérica, foi encontrada para que se pudesse organizar completamente os elementos químicos numa forma consistente, com as propriedades químicas e suas massas atômicas.
A base teórica na qual os elementos químicos estão arranjados atualmente - número atômico e teoria quântica - era desconhecida naquela época e permaneceu assim pôr várias décadas.
A organização da tabela periódica, foi desenvolvida não teoricamente, mas com base na observação química de seus compostos, pôr Dimitri Ivanovich Mendeleev.

                                                                História da Tabela Periódica
                
"Lítio, potássio e sódio pela primeira vez, juntos no modelo das oitavas de Newlands.
A segunda tentativa frustrada e impedida de ser publicada."

A Tabela Periódica, segundo Mendeleev

Dimitri Ivanovich Mendeleev (1834 –1907) nasceu na Sibéria, sendo o mais novo de dezessete irmãos. Mendeleev foi educado em St. Petersburg, e posteriormente na França e Alemanha. Conseguiu o cargo de professor de química na Universidade de St. Petersburg. Escreveu um livro de química orgânica em 1861.
Em 1869, enquanto escrevia seu livro de química inorgânica, organizou os elementos na forma da tabela periódica atual. Mendeleev criou uma carta para cada um dos 63 elementos conhecidos. Cada carta continha o símbolo do elemento, a massa atômica e suas propriedades químicas e físicas. Colocando as cartas em uma mesa, organizou-as em ordem crescente de suas massas atômicas, agrupando-as em elementos de propriedades semelhantes. Formou-se então a tabela periódica.
A vantagem da tabela periódica de Mendeleev sobre as outras, é que esta exibia semelhanças, não apenas em pequenos conjuntos como as tríades. Mostravam semelhanças numa rede de relações vertical, horizontal e diagonal. Em 1906, Mendeleev recebeu o Prêmio Nobel por este trabalho.

                                                              

"Mendeleev, o pai da tabela periódica.
Através dos seus estudos, foi possível desenvolver o modelo atual da tabela."

A descoberta do número atômico

Em 1913, o cientista britânico Henry Mosseley descobriu que o número de prótons no núcleo de um determinado átomo, era sempre o mesmo. Mosseley usou essa idéia para o número atômico de cada átomo. Quando os átomos foram arranjados de acordo com o aumento do número atômico, os problemas existentes na tabela de Mendeleev desapareceram.
Devido ao trabalho de Mosseley, a tabela periódica moderna esta baseada no número atômico dos elementos.
A tabela atual se difere bastante da de Mendeleef. Com o passar do tempo, os químicos foram melhorando a tabela periódica moderna, aplicando novos dados, como as descobertas de novos elementos ou um número mais preciso na massa atômica, e rearranjando os existentes, sempre em função dos conceitos originais.

"Henry Moseley. Um passo importante na história da evolução da tabela periódica"

As últimas modificações

A última maior troca na tabela periódica, resultou do trabalho de Glenn Seaborg, na década de 50. À partir da descoberta do plutônio em 1940, Seaborg descobriu todos os elementos transurânicos ( do número atômico 94 até 102). Reconfigurou a tabela periódica colocando a série dos actnídeos abaixo da série dos lantanídeos.
Em 1951, Seaborg recebeu o Prêmio Nobel em química, pelo seu trabalho. O elemento 106 tabela periódica é chamado seabórgio, em sua homenagem.
O sistema de numeração dos grupos da tabela periódica, usados atualmente, são recomendados pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC).
A numeração é feita em algarismos arábicos de 1 à 18, começando a numeração da esquerda para a direita, sendo o grupo 1, o dos metais alcalinos e o 18, o dos gases nobres.

 
"Glenn Seaborg, Prêmio Nobel em química, descobriu a série dos actinídios."

Fonte: geocities.yahoo.com.br

As poderosas armas Químicas dos Hospitais.


Todos os dias, sem que a maioria de nós perceba, uma verdadeira legião de pessoas trava uma árdua batalha com inimigos invisíveis. De um lado, estão seres prontos a atacar ao menor descuido. De outro, homens e mulheres atentos ao menor sinal de perigo. A estratégia de combate a esses seres, que têm a capacidade de se multiplicar rapidamente aos milhões, é composta de três ações básicas: limpeza, desinfecção e esterilização. As armas empregadas na batalha são químicas.

                                                                      
Sim, é isso mesmo. As "armas" químicas são essenciais no combate a microorganismos capazes de colocar em risco a saúde humana. Em nosso dia-a-dia, poucos de nós percebemos a importância da utilização, em nossos lares e locais de trabalho, de produtos químicos como, por exemplo, o quaternário de amônio, com capacidade desinfetante. Além, é claro, de produtos como o alquil benzeno sulfonato de sódio, empregado para a remoção de restos de gordura e de resíduos de todas as espécies – o meio ambiente preferido por 10 entre 10 microorganismos.
Em hospitais e clínicas, essa é uma questão levada muito a sério. Quem já não ouviu falar em infecção hospitalar? Pois é. Dá medo só de pensar. Para combater esse risco, além de profissionais especialmente treinados, os hospitais contam com uma importante aliada: a Química . Exemplos: o hipoclorito de sódio é utilizado na desinfecção de artigos de plástico, vidro e borracha e na descontaminação de superfícies. Os fenóis são empregados na limpeza e desinfecção de paredes e pisos em locais de alto risco, como os centros cirúrgicos. Já o glutaraldeído, desinfetante e esterilizante, é muito utilizado na desinfecção de objetos sensíveis ao calor, como lentes de instrumentos médicos, artigos metálicos e de plásticos. Há, ainda, entre tantas outras "armas" químicas, o peróxido de hidrogênio, mais conhecido como água oxigenada, um germicida que pode ser utilizado, por exemplo, na lavagem de roupas ou de ferimentos, e os detergentes enzimáticos para lavagem do instrumental cirúrgico.
A Química, como você já percebeu, não dá descanso a germes e bactérias. Em clínicas e hospitais - bem como em nossos lares - ela está sempre no front da batalha contra microorganismos que ameaçam a saúde humana. Uma batalha que, como sabemos, exige a participação de todos nós para ser vencida todos os dias.
Fonte: http://www.abiquim.org.br

Morando com a Química.

                                                      Morando com a Química
                        
                                                                                


O que aconteceria se, por um passe de mágica, a Química deixasse de ser utilizada na construção civil? O homem recuaria no tempo e voltaria a morar em cabanas de madeira ou em simples casas de argila. Luz e água quente, só a propiciada pelo sol ou por uma fogueira. Construção de edifícios, nem pensar. Delícias da vida moderna, como poder ligar o chuveiro, assistir à TV, ouvir uma boa música ou algo tão singelo como abrir uma torneira para lavar as mãos, simplesmente desapareceriam.
Embora você não perceba, a Química é uma companheira constante em sua casa ou apartamento. E está presente em todos os cômodos de sua residência. Olhe para as paredes. Você não a vê, mas com nomes como dióxido de titânio, poli (acetato de vinila), acetato de etila, acrilato de etila e lacas de nitrocelulose, entre muitos outros possíveis, ela está presente na formulação das tintas que revestem e dão aquele colorido repousante na sua casa.
Escondido nas paredes, o poli (cloreto de vinila), mais conhecido por sua sigla, PVC, conduz água e eletricidade para todos os pontos da sua casa com a vantagem de não ser atacado pela umidade, para desespero de encanadores e eletricistas. Aliás, os fios e cabos elétricos também são revestidos com PVC. Resinas fenólicas e o hexametilenotetramina estão na composição das tomadas feitas com baquelite. Resinas termoplásticas como o polietileno, polipropileno e o poliestireno também marcam presença na moldagem de interruptores, das tomadas e dos espelhos que dão aquele bonito acabamento à sua residência.
Há muitos outros produtos químicos utilizados, direta ou indiretamente, na construção civil. Torneiras, registros e maçanetas, por exemplo, só ganharam aquele bonito brilho após passarem por vários tratamentos químicos. Cianetos de sódio e de cobre, com barrilha ou soda cáustica, dentre outros, foram utilizados para proteger o metal contra a corrosão. Depois, sulfato e cloreto de níquel, junto com ácido bórico e aditivos, completaram o tratamento. O ácido crômico e o ácido sulfúrico deram brilho ao metal. E, se a sua torneira, maçaneta ou suportes têm aquele tom acobreado, saiba que ele foi obtido pela ação dos cianetos de cobre, de zinco e de sódio. A Química pode até ter nomes bastante complicados, mas de uma coisa é certa: ela não só está morando com você, como está presente em vários outros produtos e utensílios utilizados na decoração de sua casa e nas atividades do seu dia-a-dia. Mas essa é uma outra história. De toda forma, é sempre bom lembrar que, sem a Química, seria muito mais difícil chegar em casa, após um duro dia de trabalho, e exclamar: "lar, doce lar".

Fonte: http://www.abiquim.org.br

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Para que serve a Química?


                                                Para que serve a Química?
Que pergunta absurda! O professor ficou pasmo. petrificado, sem saber o que responder... Era como se tivessem dito a um católico fervoroso que Deus não existe. Absurdo!Será que ele tinha ouvido direito?
Tinha!Porque o aluno repetiu: -E então? Professor, porque eu preciso aprender Química se eu nunca vou usar Isso na minha vida? Tantas fórmulas, tantos nomes, tantas partículas? Pra que eu tenho que saber tudo isso, hem? O professor continuou calado olhando estarrecido para o aluno, procurando achar uma resposta para a pergunta mais descabida que ele já tinha ouvido, uma resposta definitiva, que fizesse o aluno enxergar o tamanho da besteira que estava dizendo.
E o professor teve vontade de dizer mais ou menos isso:
-Será possível que você nunca percebeu o quanto de química existe em tudo que você faz diariamente? Por exemplo, qual a primeira coisa que você faz quando acorda? Então! Você pensa que papel higiênico nasce pronto em uma árvore ou será que você sabe que esse papel é obtido por um processo químico de transformação da celulose? E a segunda coisa que você faz? Escova os dentes? Pasta de dente é pura química! Mas se você preferir, a dentadura também é! Depois você toma banho? Sabonete, xampu, desodorante... Você já se preocupou em ler nas embalagens a composição daquilo que usa? Se as pessoas criassem esse hábito, poderiam tornar o consumo um ato mais consciente.
E no café da manhã? Você toma café, não toma? Vidros, copos, pratos... Sabia que um dia tudo isso já foi areia? E você gosta de chocolate? Pão? Manteiga? Eu também, acho tudo quimicamente delicioso!
E as embalagens? Plástico, alumínio, papelão... Como os alimentos chegariam até você se não existissem as embalagens que a química produz?
Depois do café você deve se vestir, não é? As roupas de hoje são sinônimo de nylon, poliéster, acrílico, fibras sintéticas ou algodão quimicamente tratado! Ou você acha que seria possível vestir o mundo inteiro sem uma indústria têxtil firmemente fincado na Química? E os transportes? Você utiliza carro? ônibus?Trem? Patinete? Então observe: metal, vidro, plástico, borracha, madeira, gasolina, diesel, álcool... Paris, Londres, New York, Bahia, Piracicaba, Pindamonhangaba... Você acha que o homem poderia ter ido tão longe se não fosse pela Química?
E esta escola aqui? O prédio, as carteiras, os cadernos, os livros, a caneta esferográfica, o lápis, o giz. Do que você pensa que essas coisas são feitas? Como você acha que elas são feitas?
Ah! Mas você vai dizer que pode continuar usando tudo isso sem tomar conhecimento da Química, não é? Não, não pode! Porque você é um produto químico. Todos os seres são produtos de reações químicas. Você vive, se alimenta, corre, pensa, sente e fala bobagens através de inúmeras reações químicas que acontecem o tempo todo no seu corpo. Conhecer Química é conhecer a vida. é conhecer melhor a si próprio. E se nós, seres humanos, temos essa possibilidade, por que não aproveitá-la?
Nesse momento, os pensamentos do professor foram interrompidos pela voz insistente do aluno: - Não vai dizer nada, professor? E o professor finalmente disse: - Você precisa aprender Química porque se não aprender vai repetir de ano!




Martha Reis - Química Integral